Em 2006, eu precisava explicar o que era storytelling antes de poder cobrar por ele.
Ninguém sabia. Não existia categoria, não existia concorrência, não existia referência local. Eu fundei a Storytellers no vazio, convencido de que narrativa era a tecnologia mais subutilizada do mundo corporativo. Vinte anos depois, esse vazio virou mercado. E o mercado, como todo mercado, gerou ruído.
Hoje, qualquer empresa que coloca "storytelling" na bio já se declara especialista. Qualquer consultor que leu o livro do Pixar cobra R$5 mil por palestra de narrativa. O que era uma área de alta precisão virou território de marketing genérico.
Por isso este post. Eu criei essa categoria. Tenho vinte anos de operação nela e uma opinião formada sobre o que funciona. O que você vai ler aqui é posicionamento, não curadoria neutra. Peço que leia como tal: com o mesmo olhar crítico que você aplicaria a qualquer empresa falando sobre o próprio mercado.
O que separa uma empresa de storytelling de um curso de comunicação
Antes de listar, um critério. Qualquer empresa pode chamar o que faz de "storytelling". Pouquíssimas entregam o que a palavra promete.
Uma empresa de storytelling de verdade faz ao menos três coisas com consistência:




