Aeroporto Leonardo da Vinci, Roma.

Uma loja recém inaugurada da Moleskine. Fotografei o piso na entrada. Gravado no chão, em tipografia impecável: stories.

A marca tem história de sobra. Cadernos que passaram pelas mãos de Hemingway, Picasso, Chatwin. Um patrimônio narrativo que a maioria das marcas pagaria fortunas para fabricar.

E mesmo assim o que estava no piso era a palavra. Não a história.

Era uma quinta-feira cinzenta de 2008.

Do outro lado da mesa, três executivos da J. Macedo me encaravam como quem encara o carrasco.

Na minha frente: 1.248 slides de PowerPoint. Uma pesquisa de R$ 1 milhão feita pela Troiano Branding, um ano de entrevistas com mais de mil mulheres, e a conclusão mais difícil de comunicar que uma empresa pode receber: deletar 40 das 44 marcas do portfólio.

O presidente havia criado pessoalmente 27 delas.

Ninguém nunca passava do oitavo slide com ele.

 

Anthropic Mythos: naming estratégico e storytelling corporativo, Story versus Telling, Por que a IA mais poderosa do mundo recebeu o nome de narrativa, Fernando Palacios Storytellers

O Claude Mythos Preview é o modelo de inteligência artificial mais avançado da Anthropic, anunciado em 7 de abril de 2026 e disponibilizado apenas para um grupo restrito de 40 organizações via Project Glasswing, por ter demonstrado capacidade autônoma de identificar e explorar vulnerabilidades de segurança em todos os principais sistemas operacionais e navegadores do mundo, incluindo falhas desconhecidas com décadas de existência. O nome "Mythos" vem do grego antigo para "enunciado" ou "narrativa", marcando uma ruptura deliberada com a nomenclatura anterior da Anthropic (Haiku, Sonnet, Opus): onde os modelos anteriores eram nomeados pelo Telling (formas de output), o Mythos foi nomeado pelo Story (fundamento). No Método Palacios, esse gesto exemplifica o conceito de naming como declaração de território: um produto que sai do campeonato de "melhor ferramenta" e entra no campeonato de "quem reescreve as regras do jogo".

(Mas tinha medo de perguntar, porque e se a resposta fosse decepcionante? E se descobrisse que você nunca vai ser bom nisso? Minha analista diz que esse medo é meu tema central. Ela pode estar certa. Ela quase sempre está.)

Este é o FAQ mais completo sobre storytelling em português.

Reuni aqui as 50 perguntas que mais respondi em entrevistas, cursos e consultorias ao longo de 20 anos. Cada resposta é direta, prática e baseada em experiência real com Nike, Pfizer, Coca-Cola e mais de 200 projetos corporativos. Vinte anos. Quando comecei, o Brasil não sabia o que era storytelling. Agora sabe, e eu ainda acordo às 3 da manhã pensando se expliquei direito.

Se sua dúvida não estiver aqui, mande pelo WhatsApp que eu adiciono. Ou não adiciono. Depende do estado da minha alma naquele dia.